Queremos dinheiro! Não não, queremos meio ambiente! Peraí, eu quero os dois! Parar o crescimento a qualquer custo para salvar o planeta ou dar continuidade ao progresso? Encontrar esse "meio termo" é complicado. Na verdade ambos querem os dois fatores, o que muda é a proporcionalidade com que cada um deseja.
"Não adianta preservar os macacos se os homens estão passando fome" - disse-me um professor. Se analisarmos por esse lado, não deixa de ser coerente. As grandes potências mundiais derrubaram suas florestas para crescer, e hoje oferecem uma excelente qualidade de vida que nem de longe se compara ao do nosso país, sem deixar de ter suas reservas florestais.
O desenvolvimento não pede o fim do nosso meio ambiente. O problema é que os ambientalistas estão extremistas demais e querem parar o desenvolvimento de qualquer maneira sempre com o discurso preservacionista, tão em alta ultimamente. Entretanto não podemos confiar cegamente nessas ONGs...
Grandes empresários acreditam que as ONGs não passam de artifícios usados pelos grandes países, seus patrocinadores, para atrasar o crescimento do Brasil, que com seu grande potencial seria um risco às grandes economias. Isso explica o motivo de ser tão mais fácil criar uma termoelétrica do que uma hidrelétrica. A primeira é extremamente poluente, mas gera muito menos energia.
Não sou a favor do desmatamento total, muito menos quero o fim da biodiversidade, pelo contrário, precisamos da natureza, pois somos parte dela. Só peço que olhemos com cuidado para este assunto. Não podemos estagnar por causa de um argumento preservacionista, pois desenvolver é preciso e inevitável. Se vai ser de maneira sustentável ou não, só depende de nós.
Insegurança! Poluição! Stress! Tudo o que uma cidade Grande pode oferecer. Graças a esses fatores percebe-se uma mudança em nosso contexto atual, onde está havendo uma migração sentido capital - interior e não mais o contrário, para se buscar a qualidade de vida. Também pensando nisso, escolhi uma cidade do interior de nosso estado para passar minhas férias. Monte Alegre!
Apesar de ser uma cidade interiorana, situada no Oeste paraense, logo ao chegar, percebemos que de atrasada ela não tem nada, pois possui uma das hidroviárias mais modernas da Região Norte, ruas bem conservadas e uma infraestrutura que nos faz pensar o por quê de não ter incentivo (pelo menos o necessário) ao turismo.
A cidade possui belíssimos pontos turísticos, como a serra da Lua, repleta de pinturas rupestres e a serra do Pilão, sendo esses os mais famosos e os que atraem turistas do mundo inteiro. Podemos também nos maravilhar com outras diversas belezas naturais, sendo representados pela Cachoeira das Pedras, Lagoa Azul, diversos Igarapés e balneários. Falando em balneários, tive a oportunidade de visitar dois, os quais podemos chegar a pé através de algumas trilhas. São Tomé e Estiva são o nome deles.
Não posso deixar de elogiar a educação pública, muitas vezes mais bem representada do que na maioria dos colégios da capital. Um grupo de professores do Colégio Imaculada Conceição, entre eles o Professor Rosivaldo, estão com um projeto de reativação do Museu dessa escola. Algo fascinante, vi ali objetos originais que foram utilizados na Cabanagem e outros que fizeram parte do período da Coleta, como machadinhos rudimentares. Isso irá fortalecer ainda mais a cultura local, além de dar a todos a oportunidade de apreciarem com fascínio a nossa história.
O que mais me agradou, foi o fato de podermos usar o celular livremente, vagar pela cidade em plena madrugada, tudo isso sem medo algum. É a questão da segurança! O sossego que somente uma cidade do interior pode oferecer. Eu ficava pasmo em ver que nas casas não se usa cadeado nos portões durante o dia, muito menos tranca-se a porta. Pouca violência. Mais paz. Menos stress. Como alguém pode querer sair de Monte Alegre?
"Monte Alegre, Terra de mulher bonita". Além de bonitas, simpáticas. Terra de pessoas do bem, lugar ótimo para se fazer amizades. Amizades essas que me proporcionaram um dos melhores carnavais. Carnaval? Isso significa usar alguma fantasia ou roupa extravagante, pintar a cara de branco com maisena e sair pulando no bloco, se divertindo ao máximo e conhecendo pessoas.
Assim, considero a minha pequena temporada em Monte Alegre muito bem aproveitada. Tudo o que eu buscava em termos de tranquilidade eu encontrei. Foi uma troca cultural inestimável. E aconselho aos meus amigos que querem um pouco mais de qualidade de vida, nem que seja por um pequeno período, a visitar essa cidade. Montealegrenses, me aguardem, eu volto!
Férias! Quanto tempo esperei por ti! Desde o início do
período letivo, o primeiro dia de aula, quando sentei naquela carteira e tive a
primeira aula de cálculo, o primeiro suspiro... Ta bom, sem exageros! Estudamos
muito, às vezes porque queremos ser bons profissionais, ou mesmo porque alguma
matéria "apertou". Final de semestre, aprovados em todas as matérias,
algumas com excelente (10%) outras com bom, entretanto sempre com sentimento de
dever cumprido. Chegou a hora de nos perguntarmos para onde queremos ir,
escolher entre tranqüilidade e correria. Refletir sobre o semestre que passou.
Contudo, devemos descansar ou curtir a mil?
Qual o seu destino? Eu já escolhi o meu. Vou para uma
cidadezinha do interior. Não que eu queira descansar, confesso que estou meio
estressado com esta insegurança e correria de Belém, mas porque quero
experimentar aquele ritmo de vida mais lento, encontrar aquelas pessoas que
ainda te convidam para tomar um café. Sem contar que posso atender a um celular
sem me preocupar com assaltos e voltar à pé a hora que quiser de alguma balada.
O Rio é uma boa! Para se tirar férias, uma cidade grande,
mesmo com todos os seus problemas, se torna uma ótima alternativa. Botecos
animados com gente bonita, festa a semana toda,aquela freneticidade que apenas uma grande capital pode oferecer! Sem
contar todos os pontos turísticos (e são muitos).
Uma coisa é certa. Descansar? Deixe isso para a
segunda-feira, o dia da ressaca, no restante, devemos viver a mil! Nada de
estudar para se adiantar no semestre que vem, é só refletir para saber que isso
é uma grande bobagem, na minha opinião, é claro! Boas férias! Só não esqueça de
me convidar "pras ondas"! huahauhauhaua
Mesmo sendo calouros e não entendendo quase nada técnico da
nossa profissão, resolvemos participar deste congresso, o que ajuda a
fortalecer o curso. Posso dividir essa viagem em três momentos: pré-congresso,
congresso e pós-congresso. É válido ressaltar que o congresso teve a duração de
cinco dias, e nossa estadia no Rio foi de dez.
-Pré-congresso
Aproveitamos os três primeiros dias para conhecer a maior
quantidade possível de pontos turísticos. Fomos primeiro em Copacabana (e quem
não iria?), aproveitamos para conhecer o forte. Encontramos também, por um
acaso, uma rua chamada Uruguaiana, uma espécie de 25 de Março de São Paulo.
Voltamos cheios de “bagulho”... Também por uma grande sorte do destino,
enquanto voltávamos da Uruguaiana, nos deparamos com belas mulheres (e como
tinha!) fantasiadas de diabretes, em frente a um tal de Cine Íris, o
equivalente ao Cine Ópera daqui, e então resolvemos descobrir do que
tratava-se. Festa da Biolorgia da
UFRJ! Não perdemos tempo, fomos ao hotel, era próximo, e voltamos para lá. Essa
foi uma das noites que mais curtimos... Voltamos de manhã para o hotel. “Que
jovens preocupados com a saúde, saíram bem cedo para fazer exercício”, brincou
um senhor que pegou o elevador junco com a gente.
No domingo, resolvemos ir à Ipanema, depois fomos andando à Copacabana.
O que isso tem demais? O simples fato de ser o dia da parada gay. Fomos pegos de
surpresa. Hehe.
-Congresso
Acredito que nossa participação no SOBENA e no ENAV foi de
grande importância, tanto pessoalmente quanto para o curso. Nós, do Pará,
mostramos que existimos!
Estávamos ali
participativos e também apresentando trabalhos. Sem contar os contatos que
fizemos lá. Conversando com um representante do estaleiro Mauá, percebi que
eles nem sabiam da nossa existência, e me disse que ficou muito feliz em saber
que tinha um curso de Engenharia Naval em Belém. “Estamos aí!”, disse, sem
perder a deixa.
O conhecimento passado pelos alunos da UFRJ será de extraordinária
importância para consolidarmos nosso Centro acadêmico, o que eles já têm trinta
anos de experiência. Conhecemos também muitos alunos de diversos cursos
tecnólogos, a destacar os da FATEC, Jaú SP, que tiveram muito contato conosco e
nos esperam para a semana tecnológica da
FATEC do próximo ano.
No último dia do congresso, o ENAV organizou visitas
técnicas, o qual a minha turma participou da visita ao FENAV, estaleiro de reparos
(principalmente) e construção. Foi um dos melhores dias. Podemos visualizar o
trabalho de perto. Ver embarcações que antes conhecíamos apenas por imagem. E
ainda almoçamos uma comida feita pra estivador, muito boa por sinal.
Nós podemos ter certeza que todo o conhecimento ali
adquiridos nos será bastante útil...
-Pós-congresso
Essa foi a pior parte. O momento da despedida. Fomos a Copacabana
novamente, comprar souvenir. Era nossa última noite no Rio. Ah que clima bom.
No hotel, ainda pedimos uma pizza gigante e ficamos batendo
papo por horas...Umas espécie de resumo da nossa viagem.
Posso garantir, essa viagem uniu ainda mais a nossa turma!
Lugar de mulher é na cozinha!! Ando percebendo uma grande mudança de conceitos, as mulheres com data de fabricação de pelo menos uns 20 anos atrás não querem mais fazer parte do tradicional. Perderam suas habilidades domésticas! Cozinhar? "Bah" é o que elas dizem! Entretanto tenho minhas dúvidas quanto à beneficência disso! Tão junto desta liberdade, vieram alguns problemas que, cada vez mais crônicos, assolam as famílias modernas. Já não sentamos todos reunidos À mesa para uma refeição. E o grande número de separações que são extremamente perceptíveis e atuais! Para tal problema só há uma justificativa: As mulheres estão cada vez mais "homens"! Por que o conflito? Experimente calçar sapatos iguais.
Se você é mulher, e está p* com tudo isso que acabou de ler, acalme-se! Foi só uma brincadeira!! Pra quebrar o gelo, afinal, só um homem com uma cabeça no século XIX pensaria assim... hehe
Falando sério...
A nova mulher ideal foi “liberada” da ignorância, mas os educadores projetaram currículos destinados a prepará-la antes de mais nada, para desempenhar seu papel “natural” como gerente racional da vida doméstica e como socializadora inteligente da
geração futura “. (diz Susan Besse 1998:11 referindo-se ao começo do século XX).
Desde o começo da industrialização do Brasil, percebemos uma diferenciação no que diz respeito às carreiras profissionais, sendo reservadas às mulheres aqueles trabalhos que preservavam seus antigos papéis domésticos (quem não se lembra daquelas fábricas de tecido?), enquanto que ao homem surgiam cada vez mais oportunidades de novas carreiras e empregos. Nascia ali uma separação que é perceptível até os dias de hoje.
Homem em trabalho de homem. Mulher em trabalho de mulher. Quer saber como isso é verdade? Aproximadamente 58% dos alunos de ensino superior são homens. Isso não é o pior. Há realmente uma segregação entre os cursos. Alguns com predomínio feminino, como Enfermagem, Educação, Saúde Pública, Farmácia, Medicina Veterinária, Odontologia... E outros com predomínio "absoluto" masculino: Engenharias, Matemática, Computação, Física, Direito,Economia, Administração, Astronomia e Geofísica, Geociências...
Leiam este pequeno trecho que eu retirei do site http://www.usp.br, nos ajudará a entender um pouco mais:
"Quais os significados desta diferenciação de gênero? Que efeitos ela tem no presente momento?
Evidentemente não se pode dizer que haja algum impedimento de ordem intelectual ou física que impeça uma mulher de ser engenheira, astrônoma, etc.. Do mesmo modo não há incompatibilidade em ter o sexo biológico feminino e ser agrônoma, advogada, física ou matemática. Considerando-se que a mulher é tão inteligente quanto o homem, tem capacidades intelectuais e físicas para todas estas atividades, serão certamente razões sociais que criarão barreiras para o exercício de certas profissões para as quais estes cursos preparam."
Cheguei onde queria! As imposições sociais! Como percebemos na primeira citação, desde o começo do século XX o homem já distinguia as carreiras profissionais por sexo! E essa mazela ainda carregamos em pleno século XXI. Mas é claro que toda essa transformação social leva tempo. Não podemos forçar a barra! Uma mulher não pode cursar engenhara civil esperando ser tratada com muita educação pelos peões, que tiveram toda aquela educação tradicional, onde suas famílias eram sustentadas pelos homens, sendo desses a voz mais alta. Contudo estou confiante em uma mudança de mentalidade mais rápida do que esperamos. É só atentar para uma mudança drástica em tão pouco tempo. A estrutura familiar. Essa está totalmente modificada, e isso ocorreu, praticamente, em menos de 50 anos. Sem contar com a grande aceitabilidade delas nas empresas, pela grande organização e eficiência com detalhes, coisa que foge um pouco a nós homens. Não somente a isso, mas também à quebra de um preconceito que aos poucos está desmoronando. E que é, a meu ver, para a dominação do mundo pelas mulheres, o último empecilho.