Filosofia e poesia
 
 
Postado em: 25/11/2008
Categoria: Filosofia e poesia
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Se quiseres ser um verdadeiro estudante
Não aprenda só o superficial,
Pois o difícil pode se tornar barreira vencida.
Para aquele cujo momento chegou agora, nunca é tarde demais!
Aprender o ABC não basta, mas aprenda-o.
Procura na escola o que deseja para tua vida,
Pois ela te recolherá, orientará, dirigirá.
Confia nos teus mestres: eles não te decepcionarão.
Se não tens teto, cobre-te de saber,
De vontade, de garra.
Se tens frio, se tens fome,
Agarra-te ao livro: ele é uma boa arma para lutar.
Se te faltar coragem,
Não tenha vergonha de pedir ajuda.
Certamente haverá alguém para te estender a mão.
Sê leal, fraterno, amigo, forte!
Nunca te deixes ser fraco, desleal, covarde.
Pois tu, jovem estudante,
tens que assumir o comando do teu país.
Respeita para ser respeito.
Valoriza para ser valorizado.
Espalha amor para seres amado.
Não tenhas medo de fazer perguntas:
toda a resposta terá sentido.
Não te deixes influenciar por pensamentos alheios ou palavras bonitas.
Tenha a tua própria linguagem (aperfeiçoa-te).
Quando te deparares com a injustiça, a impunidade, a corrupção,
a falta de limites, o abuso de poder,
Pensa na existência de tudo o que te cerca.
Busca o teu ideal e lembra: um valor não se impõe, se constrói.
Não faça do teu colega, uma escada para subir.
Isto é imoral e a imoralidade não faz parte da tua lição.

Autora: Marina da Silva
 
Postado em: 21/10/2008
Categoria: Filosofia e poesia
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Ainda a frente do blog, por enquanto, vou dando minha contribuição mais lírica a ele.

Todos nós sabemos que a boa música antes de virar música, a sua letra é uma poesia. Claro, digo a música lírica mesmo. Nesses dias me ocupei de fazer uma poesia que pudesse virar um samba e transpus para o violão de forma ritmada.
Para compor uma música a letra deve antes de tudo ter ritmo. A melodia se faz pela voz do cantor, seja bonita ou não. Mas dentro dos acordes deve haver uma harmonia e o arranjo deve ser conciso. A poesia além de se meter dentro da filosofia também é discutível na música.
Quantas músicas ouvidas hoje pra dançar necessitam de poesia? Nenhuma. Aliás pra que ter tanto trabalho se depois a música passa, é esquecida e ninguém vai filosofar enquanto dança? Mas ainda existem músicas com a poesia mesclada, que podem até ser comerciais, mas com certeza não serão esquecidas passado o verão em que foram "hit".
Essa é a diferença entre Madonna e Coldplay; entre Justin Timberlake e Jim Morrison; entre Latino e Caetano; entre Ivete Sangalo e Cazuza. Não podemos usar nosso gosto pra discutir isso, apenas usemos o senso... E certamente seu senso deve fazer uma boa diferença entre a fabricação das músicas desses artistas. Senso é diferente de falar se a música é chata ou legal. Na verdade diz apenas se a música tem algum valor a mais daquela pista de dança ou se dá pra refletir profundamente em cima da letra dela.
Ritmo é ritmo. Melodia é melodia. Letra é letra. Não misturemos isso, não tem nada a ver.
Nesse post eu misturei pela primeira vez filosofia e poesia e, a partir daqui, isso será freqüente. Logo percebe-se qual é a relação entre essas duas coisas. Elas podem ser vistas, sim, dentro de um mesmo assunto e eu expus isso agora mesmo, pois não há maior demonstração de que elas podem se unir quanto na música lírica. A filosofia da estética e a poesia são assuntos que hoje andam juntos pelas ondas do rádio, no mp3, no celular, etc.

Agora vou postar a minha poesia que eu transformei em um pequeno samba bem simples. Quem sabe um dia eu venda os direitos, hehehehheheh!
Cifrada.

Minha Vida Muda Quando Você Acorda.

Intro: D7M/9 A6 B7M Bm7

D                                               C7M                        
O mundo ele desmonta como caixa.
G7M                                   D7M/9

Quando acontece eu tomo ar de lá.

D7M/9                                     A6
Parece que tudo nele fica mais puro,
               B7M                        Bm7

Mais aberto, mais revelado, grená.
D                                        C7M
As árvores elas diminuem o tronco.
G7M                                       D7M/9

Quando acontece eu tento escalar.

A6                               A7M
Fica mais próximo daqui pelo chão,

                  B7M               Bm7
Mas longe do céu pr'eu poder tocar.
D                                    C7M
Os rios eles fazem curva pelo nada.
   G7M                                 D7M/9

Os mares eles secam, evaporam o sal.

A6                                A7M
O ar abaixa os ventos, torna tornados
              B7M                 Bm7

Lentos, furacões, tormentas e tal...
D                                                    C7M
Os animais eles esquecem-se de viver.

                                          G7M
O coração desses seres para de bater.

D7M/9                                              A6
O próprio caos deixa de existir, calcar...

B7M                                  Bm7
Só porque você chegou com seu olhar.
D                             C7M                    Dm
Só porque você dissipa a névoa do pesar.

D                             C7M                    Dm
Só porque você existe para transformar
D                           C7M                     G7M

Tudo isso em pouco, em fio de prioridade.

C7/9                        F7M                       F#m7
Tudo vem depois de você no pensamento.
D                         C7M                    Dm
Basta você dizer alguma coisa comum

D                                         Dm
Que todos os elementos tornam-se um.

    G7M                 F#m7                     C7/9

E não há poesia, tampouco obra divina,

                  F7M                           C7M       D7M/9 A6
Capaz de suplantar a obra do teu raiar.
D        C7M               G7M             D7M/9
Foi a maravilha da vida você acontecer,

D              C7M       G7M      B7M       Bm7
Minha vida muda durante teu amanhecer.
D                 C7M                  G7M  D7M/9

Minha vida faz parte dessa bela obra...

D              C7M       Am7             G7M
Minha vida muda quando você acorda.
Em7                     F#m7(11)          C7M
E assim ela fica, no silêncio da saudade.
Em7    F#m7(11)     C7M        D7M/9 (D)

Muda,  muda ,        sem explicação...


By: Bruno Vilson Leal Siqueira

 

 
Postado em: 11/10/2008
Categoria: Filosofia e poesia
1 Comentário

Bem, estando agora com a frente do blog, tenho

Que ter cuidado ao guiar os assuntos aqui abordados. Uma das idéias que tive para a discussão e para filosofar no dia de hoje é a questão quase intratável da religião.
Parece que eu estou louco, não? Talvez. Não é qualquer um que tem coragem de fazer esses cometários e falar sobre um assunto tão tabu quanto esse.
Então consideremos que realmente eu não estou nos meus dias de sanidade mental.
Ok, comecemos. Muitos belenenses e paraenses sabem que data está a se comemorar neste domingo, 12 de outubro, não é mesmo? Pois então, o Círio de Nazaré é uma festa religiosa que faz parte da cultura paraense e é tradição incontestável. As pessoas acompanham por quilômetros a romaria de Nossa Senhora enfrentando chuva, sol, calor, dor, barulho, tudo torna-se transponível pela fé humana.
Mas o que é a fé?
Você já parou pra pensar sobre o significado ou o sentimento que pode tomar a fé como palavra mais correta? Você tem fé?
Antes de qualquer resposta analise o seu redor e veja se as pessoas se conhecem ligadas a alguma coisa transcedental além do próprio ego humano. Veja que sim. De uma forma ou de outra todas têm o algo intangível pelo seu ser concreto. Até o ateu conhece esse sentimento de lidar com a essência e o abstrato.
Veja, a fé é uma forma que você encontra de crer no transcendental, sem ao menos provar sua concretitude. Não é necessário. Você tem e deve crer no abstrato extra-humano. Porque, se não, você não seria um humano. O ser humano tem sonhos, idéias, sentimentos, enfim, tudo aquilo que você não pode construir fora de si mesmo.
Entretanto, é através do abstrato que você se apóia para montar o concreto. É só lembrar da engenharia: Você faz os cálculos, imagina em sua mente a teoria, e, nela, se apóia para fazer algo tocável, mas pré-fabricado.
Voltando ao círio... A fé que está ali presente na forma de "pagar promessa" é o inverso daquilo que disse antes. Primeiro vem o concreto (A casa, o dinheiro, a produção, a salvação da morte de algum ente querido...) depois vem toda aquela devoção vista na festa: Pessoas puxando a corda do carro de Nossa Senhora afim de mostrar para a Virgem que elas a devem algum esforço por ter a fé que tem e ainda agradecer com o concreto o que o abstrato fez para tornar concreto.
Muitas religiões acham isso desnecessário. Acham que a melhor maneira de agradecer pelo concreto ao abstrato e através do abstrato, simplesmente orando e agradecendo.
Mas por isso não vou entrar nessa discussão, porque isso é questão cultural e vem de cada um. Eu particularmente não pertenço a nenhuma religião, mas respeito vêementemente o que é feito no dia de amanhã.
O homem é o que é... E faça o que faça, será homem. E acredite no que crê, será homem. E Deus, faça o que fizer por ele, este sempre te amará.
Um ótimo Círio para todos paraenses-belenenses! E dia de Nossa Senhora Aparecida.
Viva!
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: www.bombeiros.pa.gov.br

 

 

 
Postado em: 08/10/2008
Categoria: Filosofia e poesia
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Agora separando a filosofia da poesia de novo venho falar de algumas coisas sobre um sentimento bonito e ao mesmo tempo cru: O amor.
Bonito, porque ele é a proteção que você tem do mundo que lhe cerca, da monotonia. Ele é algo agradável que vem trazendo paz, felicidade, alegria de viver. Ele é algo inesperado, mas também esperado, pois é desejado.
Cru, pois você deve ter cuidado com ele. Deve tratá-lo com  muito carinho e atenção e não deve desperdiçá-lo jamais! Seja ele sofredor, otimista, pessimista, ciumento, florescido, apaixonado, antigo, rubrescente... Você dar toda sua atenção a ele. Se você perdeu esse amor e de repente acaba sem algum resquício final, é porque não era amor. Apague suas lembranças, pois não vale a pena ainda lembrar e desejá-lo novamente.

Como também sou gente, eu amei. Posso até não admitir que fui amado e dizer no primeiro momento que foi mentira. Mas na verdade, todos os que posso chamar de "amor verdadeiro" é porque eu posso ainda tê-los na minha memória e me trazem lembranças boas e ainda os quero bem.
Dedico esse dois poemas a meus dois amores, que posso dizer que foram verdadeiros e são até hoje.


Inter Alia (A Michelle, a americana)

 

Sua língua ácida de figuras,

E figuras de língua, me intriga.

Speech sua língua eu não sei...

A propósito, I don’t know.


No mato grosso vermelho,

Os linguás que não serei.

Degusto flavores da língua longa

Cujos favores adocicam na oblonga.


A propósito não sei seu nome

Muito menos em português.

Language I don’t speak.

Amor te chamo, chamar-te-ei.


Otherwise, luv of my lust.

Palavras affected da minha síncope.

Lamba minha alma de lustre...

Inter alia, Love me lacustre.

 

Segredos (A Nah)

 

Segredos são hordas selvagens

De cervos sem algum capim.

Vendo aquele chão, pastagens,

Trotam em direção do sem fim.


Segredos são coisas duráveis,

Mas quebram, racham, o amor.

Uma hora são pedras intratáveis,

Outra são o ar, brisa ou frescor.


Segredos nos levam esquecendo

Todo e qualquer vil sofrimento.

Pois são cúmplices, dividendos.

Dum fugaz, mas belo momento.


Segredos são coisas da gente

E meu amor agora é só teu.

Um amor que vem de repente,

Leva o que a gente escondeu.


Obrigado, e boa leitura!
 
Postado em: 30/09/2008
Categoria: Filosofia e poesia
2 Comentários

Por favor, não se assustem com o título ou o tamanho do texto! Não tenho a intenção de fazer uma lista dos pensamentos de Sartre, nem discutir isso de forma acadêmica. Quero abordar esse grande filósofo na sua forma mais simples e objetiva possível, se não geral, para discutir seu voto nesse dia 5 de outubro.

No tópico anterior descrevi a filosofia do ego, ou seja, do "eu" verdadeiro e interior. Pois bem, o que você, caro leitor, acha sobre seu ego? Será que ele é bom? Será que ele é maligno? Egoísta? Altruísta? Um pouco de cada? Será que você é o que realmente pensa que é?
Você saberia explicar a realidade em que vive e encontrar uma resposta para o porquê de você existir, seu papel no planeta? Bem, Sartre por muito tempo buscou filosofar sobre a existência humana(O que você pode contestar) e formulou algumas hipóteses sobre a existência de tudo- Um pouco de terra, uma porta, seu amigo, seu chefe, sua mão, seu PC, suas coisas, enfim... O que existe.
Primeiro imagine você numa fila do banco. Você costuma esperar sua vez, não é mesmo? Pois bem, se você for ético responderá a última pergunta com um "sim". Ser ético não á apenas ser bonzinho e educado, é respeitar seus próprios limites e os limites das outras pessoas. Se você tem uma ética existencialista é porque você conhece seus limites como homem e existe sendo o que é nessa terra. Ou seja, você, autêntico e único, será como todos os homens, enquadrado no patamar de um ser de condições limitadas. Você tende a limites inalcançáveis, mas tem consciência deles, e assim, pode usufruir da liberdade profunda.
Ora, como se pode ter liberdade sabendo que tenho limites?
Simples, você existe por um motivo nessa liberdade: Chegar num limite! Você deve saber que seu limite final é a sua MORTE. A partir dela você não será mais limitado a nada e não existirá. Logo, enquanto você tem consciência das suas limitações e pode aprofundar-se nelas, a fim de estudá-las e transpô-las, você existirá.
Claro, sua existência é uma tendência para morte, mas continua sendo uma resposta para sua existência. O importante é saber que você pode mudar esse seu motivo inicial, aquilo que a natureza impõe para você!
Sabe como? Sendo responsável pela sua vida e os seus desdobramentos. Ser conseqüente é essencial para que você se sacie e se complete naquilo que escolhe.

Segundo, responda rápido: Para quê você usa uma caneta?

Se você respondeu "Para escrever", ou então "Para prender o cabelo" está nas duas formas dando um sentido a existência da caneta. Ela foi fabricada com um objetivo prévio na nossa vida, ou seja, ela não tem liberdade... Ela não pode escolher se vai ser usada ou não. Ela é um ser não-vivo com uma existência pré-determinada. Ela não pensa, mas se pensasse saberia o que é claramente.
Amigo leitor, totalmente diferente de você! Você não sabe o que é, ou para que serve, a não ser que lhe tirem a liberdade. Quando você perde a liberdade e desconhece seus limites normais, você serve a outra pessoa e deixa de ser um ser humano, na definição, claro.
Agora consegue entender o que Sartre quer chegar nisso?
Sendo você um ser que não possui um sentido prévio de existência na terra (Admitamos que não exista também um planejamento divino), a única coisa que você pode fazer para restringir limite, ser livre, feliz e transformar sua vida é lutando por ela e mudar seu destino.
Você têm caminhos que pode escolher e graças a isso você tem liberdade. Sua liberdade termina onde começa a do outro, segundo a ética. Portanto você deve saber muito bem que rumo sua vida vai tomar ao você escolher invadir a liberdade individual... Será que você existe apenas para atrapalhar a vida alheia? Pense nisso.
Também existimos para mudar a sociedade. Se algo não vai bem e alguma coisa atrapalha a vida em conjunto e isso afeta também seus planos para a existência que você escolheu, está na hora de mudar! Você pode fazer isso ao lado de outros, é a teoria do engajamento. Essa é a liberdade solidária. A liberdade de um homem não é só subjetiva em si, porque afeta a de todos os outros, e, portanto atrapalha o seu próprio projeto de existência.

Finalmente, nessas eleições escolha muito bem quem você vai votar. A sua liberdade de escolha em um candidato vai afetar a liberdade coletiva. Você escolhe o futuro que sua cidade vai tomar nos próximos anos, e assim você é responsável pelo futuro.
Você é um ser-para-a-morte, mas pode até lá também tender para- para os outros, para vida, para o futuro.
Essa é o sentido de existência que você adquire no dia da eleição. VOTE CONSCIENTE!


 
Postado em: 25/09/2008
Categoria: Filosofia e poesia
2 Comentários
Procurando muito por alguma coisa interessante, e a qual não achei, tive a idéia de postar algo
singelo para primeira postagem. Quero misturar filosofia e poesia e chegar- depois aterrisso nessa parte- a separar as duas, apesar de uma ser com a outra praticamente inseparáveis. Não há como filosofar sem usar a linguagem poética do mundo inteligível, esse mundo que como uma onda de sentimentos e razão flui entre os homens. Esse mundo que invade almas talentosas e faz a vida um pouco menos gris, pois dá a razão incompleta, portanto humana de existir o saber e a beleza. O homem em suas idéias.

Sempre amei as músicas do Djavan e acho suas letras de um lirismo musical impressionante, capaz de possuir um cromatismo inacreditável não presente em nenhum outro artista que conheço. O cromatismo seria uma "apalpabilidade" que as músicas antigas tinham e que se perdeu com a simplicidade da instrumentação e arranjo. Mesmo com a simplicidade e a ainda mais moderna forma de MPB que ele criou, as músicas dele tem um sentimento, uma força, uma sensibilidade tangível que ouvimos apenas nos mais antigos arranjos clássicos.

As letras dessas músicas são um exemplo belo de filosofia do ego- não uma análise psicológica- no intuito de tentar entender o saber do "Eu", o saber do consciente em relação ao mundo ao redor. Isso tudo sem esquecer a poesia e flexibilidade do ritmo e da musicalidade.

Aí está um exemplo claro. "Álibi", na minha opinião, é nada mais que uma explicação para o outro na forma de monólogo interior, como se o outro morasse dentro dele. Ter um álibi é ter uma prova de inocência para se retirar ou continuar na relação, no contexto da letra. Gostaria que alguém desse opiniões que enriquecessem nossa cultura a partir das reflexões desse artista iluminado que é Djavan.

Álibi

Djavan


Havia mais que um desejo

A força do beijo

Por mais que vadia

Não sacia mais

Meus olhos lacrimejam teu corpo

Exposto à mentira do calor da ira

No afã de um desejo que não contraíra

No amor, a tortura está por um triz

Mas gente atura e até se mostra feliz

Quando se tem o álibi

De ter nascido ávido

E convivido inválido

Mesmo sem ter havido, havido

Havia mais que um desejo


Djavan


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